Fórum: Pesquisa, Comunicação e Socialização

Interfaces Digitais

Interfaces Digitais

por Socorro Cabral -
Número de respostas: 20

Oi pessoal,

Acredito que as interfaces digitias potencializam e muito a nossa prática pedagógica. O digital por ser manipulável, nos possibilita uma reformulação livre da mensagem, e nos permite trabalhar em rede. Assim, falar em habilidades que o professor precisa desenvolver nesse cenário, é compreender primeiramente que o docente precisa estar imerso na cultura digital, produzindo conheciemento.

Assim, a interação com os alunos, as problematizações, a disponibilização de conteúdos hipertextuais, a mediação, e as propostas pautadas na colaboração, são aspectos fundamentais que precisam ser desenvolvidos.

Quem poderia agregar outras habilidades que o processor precisa desenvovler com as interfaces digitias numa aula online?

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Re: Interfaces Digitais

por Usuário excluído -

Olá, apoio suas idéias e vejo também a grande relevância do design instrucional, pois é essencial no planejamento de atividades em práticas pedagógicas digitais, assim como o bom preparo dos professores.

Até,

Elizete...

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Re: Interfaces Digitais

por Luzia Rocha -

Olá  Elizete! Tudo bem?

Acredito que um bom preparo dos professores para utilização dessas interfaces digitais é de primordial importância. É preciso que o professor experimente e inove enquanto aprende, sendo um problematizador de conteúdos e atividades.

Abraços!

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Re: Interfaces Digitais

por Luzia Rocha -

Olá  Socorro! tudo bem?

Concordo com teu questionamento, acredito que as interfaces digitais dão  à possibilidade de por em prática uma rede de informações interligadas, na qual todos os sujeitos poderão explorar diversificadas ferramentas simultaneamente, podendo desta  forma  integrá-las numa mesma atividade.Realmente  algumas interfaces oferecem condições apropriadas para o desenrolar das experiências interativas quanto às relações com a tecnologia, e cooperativas, quanto às relações interpessoais.Quais as principais dificuldades que você acha que afetam o trabalho  com interfaces  na educação online?

Um forte abraço!

Em resposta à Luzia Rocha

Re: Interfaces Digitais

por Socorro Cabral -

Oi Luiza,

A grande dificuldade que venho observando em relação a utilização das interfaces digitais,é em relação a questão da autoria. Nossa formação infelizmente não comtemplou muito esse aspecto. Quando você se vê diante de um fórum por exemplo, você precisa articualar suas idéias e escrever. E essa participação requer adentramento e modificação na mensagem. Como adentrar, se eu fui formado só para repetir? Como participar, se eu apenas assistia aulas? É um processo demorado, que requer dos formadores muita mediação.

Socorro


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Re: Interfaces Digitais

por Fábio Kalil de Souza -

Isso mesmo, Socorro!

                                Suas questões fazem grande sentido quando pensamos na tão discutida, criticada e negada (pelo menos no discurso) pedagogia da transmissão. Uma prática histórica que ainda "respira" com bastante fôlego, inclusive nos bancos das universidades (os docentes, com devidas exceções, insistem em repetir/reproduzir -e não criticar, questionar, reconstruir- o conhecimento já produzido...mesmo aqueles com formação em licenciaturas). Na condição de meros receptores passivos do conhecimento, muitos desenvolvem, sem muito esforço, a mesma prática. Felizmente a história é dinâmica e mutável. Novas teorias e práticas em educação têm surgido, novas perspectivas de mundo e de homem têm contribuído para a mudança de profissionais que se negam à submissão "acrítica-histórico-existencial" (CURY, 2001) ante "falar-ditar do mestre" e, na sua prática de ensino, buscam sempre a inovação, conhecendo (e vivendo) experiências que implodem com com tal tradição de ensino.

 Muitos de nós estamos vivendo estes relativamente novos "pensar" e "fazer" educacionais, que podem ser potencializados com as tecnologias digitais, principalmente com a internet. A depender dos meios e fins que lhes são destinadas, elas oferecem condições para uma comunicação mais efetiva e menos hierarquizada entre os sujeitos, que, com uso de diferentes liguagens, abrem novos caminhos de interação, de participação e de intervenção. Uma comunicação que rompe com a polarização professor-educando, e quando há comunicação interativa, sabemos, não há distância (psicológica) entre os sujeitos. As referidas tecnologias permitem não somente pensar e/ou viver novas formas de comunicação, como também criar diferentes contextos de aprendizagem, mas prefiro "parar" por aqui.

abs,

Fábio Kalil

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Re: Interfaces Digitais

por Usuário excluído -
Olá Luzia, Socorro e demais,

Imagino que uma das dificuldades que afetam o trabalho com interfaces online seja o problema de acesso às tecnologias por grande parte da população. Por exemplo, nas cidades do interior, onde o acesso à internet ainda é limitado e restrito, como promover uma prática docente pautada no online?

Luizia, você que está atuando como coordenadora pedagógica de cursos da UAB, tem se deparado com questões deste tipo? Na sua experiência, os pólos da UAB estão atendendo bem à demanda dos alunos? Tem sido possível utilizar interfaces como chats, blogs, jogos online no curso que vc atua?

abs,
Nicia
Em resposta à Usuário excluído

Re: Interfaces Digitais

por Luzia Rocha -

Olá Nicia! Tudo bem! Enfrentamos muitas dificuldades, principalmente pela falta de acesso as tecnologias nos Pólos, principalmente do Interior.

Usamos o enviou de mensagens pela plataforma, o uso de e-mails e intervenções nos fóruns de discussões, principalmente a interface tarefa, algumas vezes o chat devido a impossibilidade dos alunos de acessarem  a internet com freqüência, muitos moram  longe(em lugares que nem energia elétrica tem) e dependem apenas do Pólo para acesso a internet, e isso vem dificultando a realização das atividades. A maioria dos alunos     tiveram o primeiro  contato com essas  interfaces agora no início do curso.Por se tratar de um curso na área de exatas(Física), onde os alunos são formados na cultura do presencial, ao dá aula, a ter o professor presente fisicamente tirando  suas dúvidas  sobre cálculo e outras temáticas ,acredito que é um processo lento,é uma quebra de paradigmas.Gostaria até da opinião de vocês.

Estamos desenvolvendo  para  que essas dificuldades na utilização das interfaces sejam sanadas, mini-cursos com os alunos  desenvolvendo um trabalho de conscientização sobre a importância da interatividade na educação online  e do uso de interfaces interativas com o intuito de capacitar e  incentivar os discentes para utilização dos recursos  tecnológicos disponíveis nos AVAs, envolvendo interação,cooperação,mediação pedagógica e produção de conhecimento colaborativo. A primeira temática do mini-curso (Interatividade em ambientes online) foi bastante produtiva, conseguirmos conscientar  os  alunos da importância de explorar as potencialidades dessas interfaces. Ofertamos também       curso de formação para os alunos onde foram discutidos o perfil do aluno da modalidade online, principais ferramentas da plataforma e os aspectos pedagógicos envolvidos no processo ensino-aprendizagem nessa modalidade. Nicia, sei que isso é apenas o início de uma grande jornada, e acredito  que essas dificuldades podem ser sanadas  com total envolvimento dos tutores, professores,coordenadores e gestores.  Os processos são complexos e interligados. Cada indivíduo envolvido deve está em sincronia com os demais.

 

 

Em resposta à Luzia Rocha

Re: Interfaces Digitais

por Usuário excluído -
Luzia,

Muito obrigada pela sua resposta sobre o curso de física a distância. Aqui na UFBA vamos começar nosso primeiro curso a distância e, como vcs, também é na área de exatas. Tenho acompanhado o desenvolvimento do curso, pois ele é parte do meu campo de pesquisa no doutorado em educação, e estas questões com relação ao acesso dos alunos às tecnologias é um aspecto que nos deixa muito preocupados. Gostei muito da idéia dos mini-cursos. Acho que pode ser uma bela maneira de contribuir para a mudança deste quadro.

Concordo com vc que os processos são muito complexos e que precisam do comprometimento de todos os envolvidos. Temos que acreditar que que vai dar certo.

abs,
Nicia
Em resposta à Socorro Cabral

Re: Interfaces Digitais

por Usuário excluído -
Nosso ministro da educação tem reforçado a necessidade de uma formação de qualidade para os educadores. Neste último dia 02 de setembro, num evento em São Paulo, ele destacou o importante papel da Universidade na formação dos educadores. Já no anúncio do projeto de um computador pessoal para professores ele também enfatizou a necessidade de ir além da instrumentalização do professor ou das escolas.
É necessário formação.

Belloni (1999, p. 106) inclusive destaca que “as mudanças nas características e estruturas do ensino acarretam necessariamente transformações profundas nas funções dos professores”.

Mas estas mudanças tão necessárias são fruto da mudança paradigmática que Petters postula.

Diante disso fica um questionamento, oxalá seja uma provocação para que possamos “contagiar” outros nesta empreitada: Precisamos formar o professor somente para o bom uso das interfaces, ou precisamos formar o professor para este novo paradigma da educação online? (ou seria necessário as duas formações?)

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Re: Interfaces Digitais

por Socorro Cabral -

Oi Fernando, oi pessoal,

Pergunta instigante e bem relevante essa sua. Trabalhar com educação online, requer realmente uma mudança de paradigma. Fomos formados numa educação basicamente unidirecional, onde o centro sempre foi o professor. As interfaces digitais, por seu caráter plástico e não linear, possibilitam uma maior horizontalidade na comunicação. Isso muda tudo. Num chat por exemplo, nós não temos mais a audiência de um professor ditando tudo, e sendo o centro do processo. Quando pensamos em um fórum, percebemos também uma dinâmica não linear nas discussões, fundindo emissão e recepção. Logo, a formação de professores para trabalhar as interfaces digitais, requer uma concepção de formação que contemple tanto a utilização e experiemntação dessas interfaces, bem como uma permanete discussão teórica sobre o desenvolvimento dessa dinâmica. Acredito que esse processo não acontece da noite para o dia, em curso rápidos de formação continuada longe do contexto de trabalho do docente. O sujeito precisa de "tempo" ( e não é o tempo cronológico) , para futucar, refletir, e utilizar de forma consciente na sua prática pedagógica.

Socorro Cabral - Bahia

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Re: Interfaces Digitais

por Ieda Carvalho Sande -

Olá, Fernando,

Penso que, sem a mudança de paradigma, o professor não conseguirá trabalhar com as modernas interfaces digitais.

A incorporação das novas tecnologias da informação e comunicação na sociedade, principalmente na educação, exige uma constante atualização do professor no sentido de buscar novas formas de comunicação com seus alunos. O professor deve, agora, ser o profissional capaz de criar ambientes que propiciem o uso da linguagem, as formas de ler e escrever, uma atividade prazerosa. A internet oferece textos, sons, gráficos e imagens, dificultando, dessa forma, a interação apenas na sala de aula presencial.

Através de uma efetiva mudança de valores (paradigmas), evidenciadas pelas ações que imprime ao seu trabalho, é que o professor estará apto a ser “formado” para o “bom uso das interfaces digitais”.

Abs, pensativo

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Re: Interfaces Digitais

por Usuário excluído -
Olá Fernando, olá colegas,

Concordo que estamos vivendo uma mudança de paradigma. Mas acho que isso vai além da educação online. O modelo reprodutivo, tão amplamente criticado, mas, infelizmente, ainda hegemônico, não dá mais conta do perfil atual da nossa sociedade. Acredito nas palavras de Boaventura Santos quando diz que estamos vivendo um período de transição, pois as inquietações com relação ao antigo mas ainda dominante paradigma se fazem presente em diversos aspectos da nossa cultura contemporânea.

O online vem reforçar ainda mais essas inquietações e vem contribuir para a ruptura com esse paradigma dominante; já que traz como estruturante as idéias de autoria, de multivocalidade, de interação, dentre outras.

Abs,
Nicia

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Re: Interfaces Digitais

por Usuário excluído -

Olá Nícia, olá pessoal!

Paradigmas...

Fiquei a me questionar sobre algo, no mínimo, inquietante: a quem interessa a mudança do paradigma educacional?

Por vezes fico a lembrar-me do mito de Sísifo... por vezes fico a repensar sobre os ideais de Anísio Teixeira, Paulo Freire e outros...

E quando olhamos para a inclusão das TIC nos processos educativos ficamos a nos questionar sobre algo mais: há um deslocamento do educador, de sua situação atual para esta nova situação que lhe é apresentada?

E quando pensamos sobre a utilização das interfaces, quantos e quantos educadores estão partilhando de boas experiências (algumas de forma totalmente inusitadas ou como apelos do cotidiano), e outros ainda transferindo suas práticas para os meios telemáticos sem nenhuma mudança de postura ou de entendimento da ação educativa.

Retomo: a quem interessa a mudança do paradigma educacional?

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Re: Interfaces Digitais

por Socorro Cabral -

Oi Fernando,

Sua provocação é bem instigante " E quando olhamos para a inclusão das TIC nos processos educativos ficamos a nos questionar sobre algo mais: há um deslocamento do educador, de sua situação atual para esta nova situação que lhe é apresentada?"

Pois é Fernando... se a perspectiva de inclusão estiver pautada numa concepção de que incluir é adaptar ao que está posto, nós precisamos refletir. Incluir no que está posto pode ser muitas vezes trazer a perspectiva de formação num sentido meramente instrumental, onde o educando continua como objeto do conheciemento. Incluir no que está posto, pode ser também reproduzir no online a mesma perspectiva linear de trabalho vivenciada por muitos projetos de formação. E  incluir no que está posto, pode ser também reproduzirmos uma concepção tecnicista de formação, onde as propostas são ditadas por especialistas, longe das reais necessidades dos educandos.

Socorro Cabral

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Re: Interfaces Digitais

por Usuário excluído -

Olá Socorro, Olá Fernado e toda equipe!

Esse módulo está trazendo uma temática muito importante para reflexão já colocada nesse fórum por um dos participantes: que habilidades o professor precisa desenvolver com as interfaces digitais numa sala on line?  Luiza coloca a importância de algumas interfaces oferecerem condições de experiências coooperativas e interpessoais aos participantes . Fernando chama atenção para as mudanças paradigmáticas na educação perguntando a quem interessa a mudança de paradigma. Gostaria de, em primeiro lugar, concordar que vivemos um período de crise como coloca muito bem o Milton Santos: crise econômica, social, política que deixa os cidadãos desemparados , onde o medo, a violência e  a falta de solidariedade são uma constante, característicos da cultura contemporânea. Gostaria  de fazer a pergunta talvez inversa a do Fernando: a quem não interessa a mudança de paradigma? Aos grupos dominantes, a todos  aqueles que não querem ou tem medo de abandonar suas certezas, aos que não têm a flexibilidade e humildade necessárias para aprender a aprender......

Em resposta à Usuário excluído

Re: Interfaces Digitais

por Usuário excluído -

Olá Olívia e demais colegas,

A pergunta que você fez está bem atual com as eleições do dia 05 de outubro, a minoria com o poder nas mãos, não querem incluir, nos seus programas estão bem visíveis a falta de interesse com Educação e com as questões sociais. Com certeza essa minoria (maioria com poder) tem muito medo de perder seu posto suas mordomias. Poderia ser tão diferente, se todos tivessem oportunidade de aprender, socializar, trocar e colaborar na construção de um saber pertencente a todos. Nosso mais desafio com o uso das TIC é exatamente esse fazer chegar aos que não estão incluídos no universo online, acompanhando e interagindo com pessoas diferentes, trocando saberes.

Pergunto como podemos colocar em nossas práticas na educação onlice  a inclusão das TICs?

[]s

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Re: Interfaces Digitais

por Usuário excluído -

Olá a todos!

Este tema interessa-me muitíssimo pela actualidade e por ser a área em que investigo neste momento.

Foram colocadas aqui questões relativas aos paradigmas educacionais. De facto este é um aspecto essencial. Muito mais que alterar os modelos de comunicação dos docentes nos ambientes educativos (sejam presenciais ou virtuais) há que alterar um conjunto de outros, nomeadamente ao nível dos currículos e da avaliação e obviamente da regulação governamental. Não havendo alterações ao nível superior não passará de uma aparente alteração de paradigma, perpetuando valores antigos usando novas ferramentas.

Outra das questões em debate é a quem interessa a mudança de paradigma. Bem, provavelmente apenas interessará aos nossos jovens, uma vez que para a maioria a linguagem digital e formas de comunicação e socialização inerentes às interfaces aqui em análise, são para eles uma forma natural de comunicação.

Aos docentes, interessa, embora não falem com a mesma fluência este tipo de linguagem, e esta – acrescendo a um conjunto delas, nomeadamente os condicionalismos das políticas educativas – e esta é mais uma das dificuldades dos docentes: a fluência da linguagem digital.

Este assunto necessariamente nos leva ao histórico factor da divisão digital, que sempre pretendemos encobrir com as políticas promotoras de computadores para todos e igualdade no acesso ao digital e à informação.

Continuemos alerta para alguma “propaganda”, - que tenta manter a todo o custo os valores de uma sociedade hegemónica que defende os interesses de determinados grupos sociais poderosos - que embora melhor que nenhuma continua a promover interesses económicos e continua claramente a promover divisões sociais quer na igualdade de acesso, quer na qualidade de acesso ao digital. concordo ser importante dar acesso a muitos, mas nós, docentes não devemos esquecer que dificilmente todos terão as mesmas condições, e nós devemos trabalhar para TODOS.

Ao mudar o paradigma educativo, devemos estar atentos e evitar a perpetuação da desigualdade e não promovendo-a. Devemos, enquanto educadores, integrar modelos que possam criar igualdade de condições de partida. Naturalmente que há factores incontroláveis, mas estando alerta para eles, podemos reduzi-los. Isto só pode ser conseguido por docentes informados e não regidos de fora cega, não questionando as orientações superiores, como em tempos fizeram regendo-se apenas pelos manuais escolares.

Aborda-se aqui também o poder de interfaces como o Orkut (ou Hi5, mais comum em Portugal) e a sua utilização na educação. Pode ser um instrumento poderoso, sendo que sem sombra de dúvida é extremamente atractivo para os jovens. Coloca-se a tradicional questão da motivação para o seu uso. O que leva os jovens a sentirem-se atraídos por estes meios da Web social? Talvez a partilha de interesses comuns e o factor de identificação pessoal a estas comunidades. Estas comunidades são quase exclusivamente de socialização, assumindo uma relação afectiva neste imaginário dos jovens.

Ao ser usado com objectivos pedagógicos poderá sê-lo, na minha opinião, mais ao nível do desenvolvimento de competências digitais do que para o estudo de temas. Neste último caso a dificuldade seria a motivação pessoal de todos, elemento essencial para a construção de uma qualquer comunidade virtual.

Perdoem-me alguns devaneios... este tema é demasiado interessante J

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Re: Interfaces Digitais

por Usuário excluído -

Dando seguimento sobre nossas reflexões sobre a internet e as suas interfaces estamos percebendo que o grupo está num crescente de participação, por vezes meditando sobre o papel do professor, as vezes meditando sobre as próprias interfaces, ou as dificuldades para a utilização efetiva das TIC.

Maria da Graça vem nos relembrar a importância de estarmos atentos ao que está acontecendo em nossa sociedade para que possamos usar as TIC, ou a internet e suas interfaces para a promoção da democratização, e não para reafirmar discursos e teorias de quem só deseja lucrar com tudo isso. E aqui voltamos a pergunta de a quem interessa ou não as mudanças no paradigma educacional.

Como Fábio ressalta a questão dos meios e fins para que as mudanças sejam concretizadas, venho aqui questionar uma outra coisa, partilhando a própria experiência na utilização das TIC. Os adolescentes (e muitos jovens e adultos) ainda não conseguem visualizar a intervet e suas interfaces (e aqui destaco o Orkut, o Hi5 e as salas de bate papo/chat) como um meio de aprendizado, só conseguem visaulizar como meio de entretenimento. O que será que está faltando? Intencionalidade pedagógica? Ou nossa cultura só faz reforçar a prática do pão e circo?

Ah, gostaria de mais um vez convidar a todos para a construção de nosso texto sobre as interfaces. Visite cada wiki e colabore conosco. Qualquer dúvida entre em contato conosco da PPGE_UFAL.

Um abraço a todos!

Em resposta à Usuário excluído

Re: Interfaces Digitais

por Usuário excluído -
Fernando : a sua pergunta já traz implícita a resposta:  precisamos formar o professor para além da utilização das interfaces, precisamos de um novo professor que dê conta dessas novas subjetividades discentes cunhadas pela contemporaneidade.  Um professor com larga experiência não apenas  no domínio das ferramentas, na tutoria aos alunos no ambiente ambiente virtual mas também um professor  que assuma uma postura construtiva com relação á concepção de aprendizagem. Um professor/ mediador que ajude aos alunos pensarem....