Perspectivas e desafios

Provocação inicial

Provocação inicial

por Usuário excluído -
Número de respostas: 14

Durante nossos debates emergiu o tema sobre os novos desafios no uso de recursos e ferramentas na educação, dentre eles o Second life.

A cada dia, novos recursos aparecem e existe a tendência do uso de mídias sociais para o estabelecimento de redes sociais. Dessa forma o uso orkut, HI5, Blogs, Wikis, utube, etc. estão cada dia mais difundidas e toma espaço não os ambientes sociais.

Como poderão ser usados nas escolas?

Em resposta à Usuário excluído

Re: Provocação inicial

por Usuário excluído -

OLá Graça, de fato são muitas as ferramentas que podem ser utilizadas democraticamente na escola hoje. Basta que o professor saiba o porquê a utilizará. O que parece,  em muitos casos, é que muitos professores acabam utilizando a " ultima" ferramenta que surge mas acaba subutlizando-a ou simplesmente abre e abandona. As ferramentas sociais se prestam sim à Educação, mas falta, como sempre, formação pedagógica e tecnológica para  ser integrada ao trabalho docente.  Claro, encontramos belos exemplos de utilização. Conheci experiências de professores do ensino fundamental e médio que utilizam o Blog como ambiente de pesquisa e produção de conhecimento com seus alunos.  O incrível é que essas experiências não são conhecidas pela academia, porque normalmente que publica são os professores universitários.

Abraço

Dolores 

Em resposta à Usuário excluído

Re: Provocação inicial

por Usuário excluído -

Olá, Graça,

Vejo as possibilidades que temos hoje no espaço virtual são imensas, e, se permitirmos que os alunos desde a educação básica possam planejar projetando suas idéias integradas as nossas, criaremos espaços de aprendizagem jamais antes imaginado.  É favorecermos o ato criativo destes pré-adolescentes e jovens, que já atuam no ciberespaço com naturalidade. Interagirmos com nossos olhares e propósitos junto a eles, abriremos, com certeza, melhores e maiores oportunidades pedagógicas-sociais nestes novos cenários.

Abços...

Elizete Matos...

Em resposta à Usuário excluído

Re: Provocação inicial

por Usuário excluído -

Caras colegas,

As ferramentas  tecnológicas realmente crescem em número e ampliam as possibilidades de construções de comunidades de aprendizagem e de comunicação lateral (entre os pares). 

Como colega a Dolores, a utilização pedagógica demanda o processo de formação continuada  para a integração na prática dos professores. SE, por um lado muitas escolas brasileiras ainda estão lutando com os laboratórios  de informática com poucos computadores, falta de manutenção, salas de fechadas, pouca formação dos professores, por outro lado  outras escolas estão recebendo laptops.

Muitos professores não sabem como ligar um computador, mas muitos outros professores desenvolvem atividades incríveis com o uso de blogs, wikis, construção de sites, ambientes virtuais, orkut, portais, SW, redes de colaboração e mesmo as ferramentas básicas como processadores de texto e etc.

Acredito que viveremos essas  diversas realidades por muitos anos.

As ferramentas e ambientes emergentes, como os metaversos (second life)   ainda não estão inseridos nas escolas e universidades mas essa é uma interessante possibilidade para a ampliação de nossos olhares como pesquisadores - como salienta a Elizete -  e esse curso é um espaço privilegiado para o debate sobre como poderão ser utilizados para potencializar o processo de ensino e aprendizagem, não é mesmo?

Na PUC SP estamos iniciando os projetos e pesquisas com metaversos, mas já podemos vislumbrar algumas de suas possibilidades, como ambientes imersivos.

Vocês já  tiveram a oportunidade de criar seus avatares?

[]s

 

 

Em resposta à Usuário excluído

Re: Provocação inicial

por Usuário excluído -
Olá Pessoal,

Concordo com a Graça quando disse que ainda viveremos essas diversas realidades por muitos anos. Ainda temos professores universitários, que formam os formadores da escola básica, que ainda não incorporaram essas tecnologias no seu dia-a-dia e muito menos na prática educacional. Na minha pesquisa, tenho conhecido professores que nunca tinham ouvido falar do Youtube, nunca tinha usado o MSN... Muito menos o Second Life. Fico me perguntando que fatores levam ou não um professor a entrar em contato com esses novos espaços na web. Mas o que mais me anima é que ao serem apresentados ao Youtube, por exemplo, eles ficam (de modo geral) fascinados com as possibilidades e demonstram grande interesse em passar a lançar mão destes recursos. Cada vez que reflito sobre isso não consigo deixar de pensar na importância (e na falta que faz) um processo formativo contínuo do docente superior abordando aspectos didático-pedagógicos.

abs,
Nicia

Em resposta à Usuário excluído

Re: Provocação inicial

por Usuário excluído -

Olá para todos<?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

Minha pesquisa é exatamente parecida com a sua Nícia, "a dificuldade que os professores mais antigos no magistério encontram para se adaptar as novas tecnologias". Você não imagina as descobertas que tenho feito. Estes professores que já estão no magistério há 20, 30 anos e que já se acostumaram a lidar com o giz e o quadro negro, não admitem ter que entrar em contato com estas novas mídias e descobrir que os alunos provavelmente possam saber mais que eles.

Já possuem tanto tempo de experiência profissional que não conseguem imaginar como estas novas mídias podem ser útil em um ambiente colaborativo e construtivista. Onde você aprende com seu aluno ao servir de mediador, apenas levantando questionamentos, jogando as provocações e desta forma levá-lo a seu próprio construto sobre o assunto que ele deve aprender.

Ficamos às vezes nós questionando os motivos desta resistência, pois estas novas tecnologias aperfeiçoaram demais o trabalho docente, tanto em sala de aula presencial quanto on-line.

Todos os professores que conseguiram captar  esta importância hoje percebem o quanto estas tecnologias agilizaram suas vidas. Podem sentar na frente de seus computadores, trocarem informações com outros especialistas, tirar dúvidas, enfim melhorar e manter atualizado o seu próprio aprendizado. É notório hoje em dia que em determinadas áreas (a saúde, por exemplo), as coisas são por demais mutáveis, enfim aquilo que hoje é verdade absoluta, amanhã mudou completamente a sua estrutura e forma de ser analisada.

Para mim e minha orientadora (a Professora Lina Nunes) estamos sempre nos valendo destas tecnologias, sem as quais, não seriam possível nosso trabalho andar.

Além dos encontros presenciais que temos, quando sou iluminada por minhas idéias, coloco tudo no computador, passo para ela por e-mail e imediatamente tenho o retorno esperado. E quando nos encontramos pessoalmente estamos totalmente entrosadas no debate da pesquisa. Isto não é fantástico? Imagine antigamente quando não existia a internet, com seria difícil para eu trabalhar e estudar. E para ela então, com todos os orientandos que tem, entre suas aulas presenciais na graduação e no mestrado. Seria impossível trabalhar, vocês não acham?  

Filomena 

Em resposta à Usuário excluído

Re: Provocação inicial

por Usuário excluído -

Cara Lina

 

Minha tese de doutorado (Almeida, 2000) e várias outras pesquisas que orientei ou fui banca nas defesas evidenciou que os professores que mais abraçaram o trabalho pedagógico com as TIC foram aqueles que estavam no meio da carreira, entre 10 e 20 anos de profissão. Os novatos estavam envolvidos com a própria formação em novos cursos p/ buscar mais espaço de trabalho e não tinham tempo p/ se dedicar ao trabalho com as tecnologias, entre os mais antigos, alguns abraçaram esse trabalho como projeto p/ iluminar sua vida e outros a rejeitaram a priori.

No grupo de pessoas que participam deste curso, outros poderão dizer o que encontraram em suas pesquisas, entre os quais Ieda Sander.

Abç e bom domingo de sol!

Em resposta à Usuário excluído

Re: Provocação inicial

por Usuário excluído -

Pessoal, conviver com essas tensões faz parte do mundo. Ainda temos um grande número de habitantes em distintos países que não dominam a escrita!!! Assim como não podemos ignorar essa situação, também não podemos deixar de promover a fluência tecnológica e a inclusão digital voltada à equidade social e à emancipação humana. Temos que atuar simultaneamente nos dois pólos dessa tensão. Como desenvolver metodologias que nos permitam atuar nesses dois pólos?

Em resposta à Usuário excluído

Re: Provocação inicial

por Fábio Kalil de Souza -

Graça e demais colegas,

                                  Também tenho  algumas provocações: além das possibilidades pedagógicas com uso dos AVATARES, quais limites eles apresentam? Existem implicações éticas nesse uso? Quais? O SL influencia na formação identitária dos sujeitos (crianças e adolescentes)? O SL revela características psicossociais de seus usuários ou é apenas um faz de conta? Em que medida é possível, ao professor, conhecer (com confiança) o perfil de sua turma via SL?

Um abraço,

Fábio Kalil

Em resposta à Fábio Kalil de Souza

Re: Provocação inicial

por Usuário excluído -

Fábio e colegas,

Como pesquisadora da aprendizagem e do desenvolvimento humano a questão dos avatares me fascina.

A apresentação de possibilidades de interface com outras identidades sempre tem um impacto sobre nós, especialmente na infância e na adolescência.

Não é à toa que a televisão tem tanto impacto sobre a formação de atitudes, vendendo modismos, produto e modelos de aparência "ideal", por exemplo.

A possibilidade do próprio sujeito criar uma identidade secundária (o avatar), no entanto, pode possibilitar excelentes exercícios para esse desenvolvimento, para tornar o processo identitário mais sólido.

A identidade tem sempre uma dimensão pessoal, única, mas também possui uma dimensão social, que se desenvolve principalmente na interação com o outro, no processo interpsíquico (como dizia Vygotsky).

Esta ênfase nos faz crer, como dizia Ciampa (1994)*, que a identidade é metamorfose, está em constante transformação, não é produto pronto e acabado, mas uma produção constante e aberta para o futuro.

Segundo ele,

(...) uma vez que a identidade pressuposta é reposta, ela é vista como dada - e não como se dando num contínuo processo de identificação. (...) De certa forma, re-atualizamos através de rituais sociais uma identidade pressuposta que assim é reposta como algo já dado, retirando em conseqüência o seu caráter de historicidade (...) a mesmice de mim é pressuposta como dada permanentemente e não como reposição de uma identidade que uma vez foi posta (Ciampa, 1994, p.66-67).

*Ciampa, A. da C. (1994) Identidade. Em S. T. Lane & W. Godo (Orgs). Psicologia social: o homem em movimento. (pp. 58-75). São Paulo: Brasiliense.

Assim, a criação de avatares permite experiências identitárias similares às que fazemos nos grupos, burilando e aprimorando a construção da identidade.

Penso como Lévy* (ao contrário de Baudrillard e de Virílio):

Quando falamos de mundos virtuais temos em mente vastas redes digitais,

memórias, informáticas, interfaces multimodais interativas, rápidas e nômades

das quais os indivíduos poderão se apropriar facilmente. Imaginamos, sobretudo,

uma relação com o saber diferente da que hoje prevalece, a instauração de

um espaço de comunicação não-midiático, uma profunda renovação das

relações humanas ... uma reinvenção da democracia.” ( LÉVY , 2000, p. 94)

*LÉVY, P. A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço. São Paulo : Loyola, 2000.

Bela provocação, tema de grande importância!!!

Beijo para todos.

Em resposta à Fábio Kalil de Souza

Re: Provocação inicial

por Marco Silva -

Fábio, vc está pesquisando o uso dos AVATARES, seus limites, suas implicações éticas no Second Life? Se está, gostaria de compartilhar o seguinte:

Estive neste ultimo sábado participando de um congresso sobre Second Life aqui no Rio e fiquei impressionado com o estudo bem avançado sobre o tema na Unisinos, RS.

Se vc estuda o tema, deve conhecer a produção da profa Eliana Schemler. Tivemos oportunidade de interagir via SL com os orientandos dela. Nós no Rio e eles na Unisinos.

Sobre suas interrogações a respeito dos Avatares, achei curioso que eles são sempre "turbinados": ombros largos, seios fartos, bumbum empinado, olhos verdes, cabelos saudáveis, braços e pernas musculosos... e o mais curioso, todos voam para deslocamento da biblioteca da universidade para a sala de aula ou para o café. Diante isso imagino o quanto suas interrogações são pertinentes. Vc certamente se refere a questões muito mais complexas do que os corpos turbinados... Entretanto, vejo no perfil dos corpos turbinados um ponto de partida para profundos questionamentos.

Incomodou-me de fato somente uma questão: os palestrantes entusiastas do SL, ao falarem das suas possibilidades do educacionais, ironizaram os chats e foruns da educação online que conhecemos, essa mesma que fazemos aqui. Disseram que são muito chatos, nada atrativos. Disseram: “nem professor nem aluno gostam de fórum e chat”. Essa ironia era para dizer que o SL traz algo muito mais avançado, mais interessante... lá os corpos se encontram... falam entre si, se tocam... (!?)

Nessa hora senti o mal-estar que muitos profs envolvidos com a clássica EAD (via impresso, rádio e televisão) devem sentir quando lhes falamos das possibilidades do AVA e de suas interfaces.

Confesso que esse foi o momento mais inquietante para mim no evento. Confirmei na hora que devo ser ainda mais cuidadoso quando critico a velha EAD.

Adriana Bruno do PPG TIDD da PUC.SP ficou de ver a possibilidade de tratar do SL no módulo dela. Seria valioso para nossa pesquisa passar tb por este tema. Se vc estuda SL, veja com ela como unir as forças por aqui.

Este vídeo é elucidativo

____________________

Forte abraço,

Em resposta à Marco Silva

Re: Provocação inicial

por Fábio Kalil de Souza -

Marco,

            Na verdade não, AVATAR  ou SL não são minha seara, mas trata-se de uma curiosidade como pesquisador, além do desejo de fomentar um debate para além de "bonequinhos e cenários virtuais",  dos "corpos turbinados", como você citou, tocando, quem sabe, menos nessas questões "tecnológicas" e mais nas "ontológicas"...debater mais sobre dimensões psicossociais que permeiam o assunto, por exemplo. Também sou radicalmente contra apologias às inovações tecnológicas e sua introdução no campo educacional, a exemplo  de alguns entusiastas do SL; por outro lado sou contra pessimismos e ataques infundados a elas (procuro entender seus limites e potencialidades). Como muitos o fazem, busco sempre um "ponto" de equilíbrio em minhas análises, estudando seus elementos/características fundamentais (neste caso, o SL) para emitir um julgamento  ponderado sobre o assunto. Por isso a curiosidade (aprender é preciso!).

Um forte abraço,

FK

 

Em resposta à Usuário excluído

Re: Provocação inicial

por Usuário excluído -

Graça,

No momento, estou na docencia online de um curso no NTE com a temática WEb 2.0: Desafios para a produção colaborativa e autoria na rede, onde discutimos as possibilidades pedagógicas desses espaços/programas (wikispace, blog, podcast, youtube...). No ultimo módulo do curso, ainda para final de agosto, os professores colocarão o aprendizado em prática na sua sala de aula. Daí, começo a minha investigação sobre o processo de ensino e aprendizagem que se com as estratégias didáticas a partir desse novo contexto, visto que a banda larga está chegando nas escolas.

Quanto ao SecondLife ainda estou conhecendo as possibildades. A partir das provocações de vocês fui pesquisar para me aprofundar mais sobre o assunto.